Hoje conhecemos os nomes das ruas, avenidas e até os perímetros da cidade de Londrina. Mas, antes de ser loteada e o chão de barro ser coberto de concreto, alguém derrubou e afugentou vidas que habitavam essas terras. 

A imagem do pioneiro europeu que nos é contada, está longe do perfil predominante daqueles que se arriscaram em meio ao desconhecido e trabalharam em condições precárias.

Os responsáveis por tal empreitada, por criar as bases daquilo que chamam de “civilização”, na realidade, foram sujeitos simples identificados como “os sem gravatas”. Famílias de pessoas humildes que venderam sua força de trabalho, em busca de melhores oportunidades no interior. 

O loteamento, as primeiras cercas, as primeiras barreiras colocadas entre o mundo que existia e aquele que queriam criar começou a tomar forma! Em 03 de dezembro de 1934, Londrina é elevada à categoria de município. 

Esse processo trouxe consigo a implantação de novos tipos de exploração da terra: o plantio do café, sendo ele, o mais famoso, e também o de milho, aveia e feijão, além da criação de animais.